O que queres tu de mim? O que quero eu de ti? Perguntas que se sobrepõem e são construídas diariamente por entre um baralhar de pensamentos que nos leva à interrogação constante do que queremos nós uns dos outros.
Percorremos os dias sem saber porque batemos à porta ou porque esperamos que nos batam à porta se o sentimento que completa o espaço é o da constante solidão. É preciso não saber o que somos para que as interrogações se coloquem de forma tão evidente nos relacionamentos interpessoais do dia-a-dia.
Actos irreflectidos que demonstram a confusão mental que nos envolve neste ambiente em que a vida é construída por conceitos e emerge em fundamentos efémeros. O que parece ser não é, mas que mais saberemos nós fazer senão fingir o que não é para tentar que assim o seja à força?
Interrogações sem resposta exterior mas que podem encontrar uma resposta interior, porque por essa não teremos nunca que esperar, o que querem de mim? Não! O que quero eu de mim? Porque o que eu quero de mim terá que ser o que queres de mim, nem mais, nem menos, se não for, não queiras nada de mim porque não irei querer nada de ti…


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