Quarta-feira, Agosto 31, 2011

Já nem sei se...


"In desperate love, we always invent the characters of our partners, demanding they be what we need of them, and then feeling devastated when they refuse to perform the role we created in the first place."
— Elizabeth Gilbert (Eat, Pray, Love)



Já nem sei se é calmo, sereno, pacífico e sem tormentos, silêncios e murmúrios sem grande expressão ou gritaria, palavras certas, cordatas, tranquilas no desapego e neutras roçando a indolência ou se isso é comodismo…


Já nem sei se é agitado, perturbado e desejoso, compulsivo e cheio de vontade, inquieto nas horas vagas, exaltado nos silêncios e intenso nas palavras, impulsivo nas acções e desmedido sem nunca ser bem pensado, sentido no seu expoente máximo ou se isso é dependência…


Já nem sei se é controlado, premeditado por isso pensado, envolto em obrigações e responsabilidades, consequências da maturidade, cobrado e vigiado, orientado para assim ser bem comportado, tempos contados, palavras duras e realistas do que deveria ser ou se isso é alienação…


Já nem sei se é desprendido, individualista mas presente, entre palavras essenciais e lógicas fundamentais, orientação pedida para somente as funções requeridas, nada mais do que é necessário, não reclamar nem exigir mais, sentir sem exortar complexidades ou se isso é oportunismo…


Já nem sei se é exigente mas sempre acompanhado, cheio de comportamentos dedicados, desesperos e angústias de mais e melhor, mudanças exigidas e perfeições desejadas, suspiros de cansaço, tarefas redobradas, sacrifícios não pedidos, consertos assíduos e vigorosas solicitações ou se isso é insatisfação…


Já nem sei se…

0 comentários: